quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Cumaru é fonte de renda e fortalecimento comunitário no Pará.

Oportunidades para as comunidades rurais terem renda no campo e, ao mesmo tempo, conservarem a floresta. Desafios em pauta no Brasil que têm sido tratados como prioridades pelo Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola). Em sua atuação na região conhecida como Calha Norte, mais precisamente nos assentamentos do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS), a instituição tem contribuído para estruturar e fortalecer cadeias de valor com produtos da floresta, engajando comunidades, empresas e consumidores em relações comerciais baseadas em princípios éticos e transparentes.
O PDS Paraíso é um desses territórios e que, desde 2009, tem sido assessorado pelo Imaflora para a aplicação de práticas de manejo responsável e, principalmente, para o fortalecimento das cadeias de produtos extrativistas, com destaque para o cumaru.
Localizado no município de Alenquer, no Pará, o assentamento é atendido pela equipe técnica do Imaflora, por meio do Florestas de Valor, iniciativa que consolida a importância da conservação ambiental com a promoção social e econômica das comunidades que vivem na região. O Florestas de Valor conta com patrocínio da Petrobras e financiamento do BNDES / Fundo Amazônia, Gordon e Betty Moore Foundation e USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional).
“Dentro desse PDS priorizamos a cadeia do cumaru, que após ter sido diagnosticada como um mercado em potencial tem trazido diversos benefícios para o fortalecimento da comunidade e, consequentemente, do território”, explica Roberto Palmieri, secretário executivo adjunto do Imaflora.
Entre os principais benefícios em andamento está a relação de comercialização direta da comunidade com a Lush, marca internacional de cosméticos, que tem adquirido o cumaru para a venda de um óleo essencial diferenciado. As sementes da fruta amazônica dão origem a um óleo de princípios sedativos, analgésicos e calmantes vendido pela empresa com o nome de “Absoluto de Cumaru”.
Um dos pontos importantes para a comunidade é que a Lush chegou até o território por intermediação da iniciativa Origens Brasil, também do Imaflora, responsável por sensibilizar empresas e criar uma conexão baseada em princípios de comercialização ética. Ao fazer parte do processo Origens Brasil, o cumaru é valorizado pela empresa.
“Há três anos começamos essa conversa com a Lush que, por meio do contato direto com a comunidade, passou a entender a realidade e as demandas locais, os custos envolvidos em todo o processo, valorizando assim as sementes e dando segurança para a comunidade fazer negócios de forma transparente a longo prazo”, afirma Luiz Antonio Brasi, analista de mercado do Origens Brasil.
Essa relação proporcionou que a comunidade do PDS saísse do modelo antigo de comercialização instalado na região, que é a venda pelos atravessadores locais. Além disso, a venda foi realizada com sobrepreço, ou seja, com benefício em relação ao preço local do cumaru de 23%. Em 2017, foi comercializada uma tonelada de cumaru.
Segundo Brasi, todo o trabalho do Origens Basil é baseado na construção de redes colaborativas na qual a comunidade e  demais instituições que trabalham com o Imaflora e os consumidores cooperam com reconhecimento e valorização desse território.
“Queremos mais do que simplesmente vender o produto, queremos que o consumidor saiba das histórias que estão por trás de cada um deles e valorize esses produtos, porque são pessoas que estão ali e que são fortalecidas a partir do momento que alguém adquire um desses produtos rastreados no Origens Brasil”, completa.
O fortalecimento vem também por meio de formações relacionadas às boas práticas do cumaru, como o processo de coleta, de secagem e qualidade necessária que são realizadas pela empresa. A partir de 2018, a rede de produtores de cumaru na Calha Norte tende a aumentar com a entrada de indígenas e quilombolas da região que estão se organizando para também fazerem parte desse novo arranjo.
Vida comunitária
A coleta do cumaru é realizada em florestas por meio de um trabalho que envolve toda a família. Os frutos são coletados sem afetar as árvores e demais espécies, sendo sustentável do ponto de vista ecológico além de proporcionar renda a essas famílias.
“É uma atividade comunitária: as famílias passam o dia juntos coletando, o que permite a convivência diária na floresta, onde são compartilhados e reproduzidos os conhecimentos tradicionais”, pontua Palmieri.
Para realizar a estruturação da cadeia de valor do cumaru, o Imaflora trabalha em conjunto com a Associação do Projeto de Desenvolvimento Sustentável PDS Paraíso (Aparaí) e o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Alenquer.
O Instituto realizou várias expedições de campo e conta com o trabalho de especialistas em cada área. “Para a adequação da Aparaí, por exemplo, que precisava emitir notas fiscais e realizar pagamentos, realizamos um processo longo e minucioso para estarem aptos a comercializar formalmente com uma empresa”, pontua o secretário executivo adjunto.
A operação produtiva também exige capacitação e diversas incursões das entidades. Com a formação, os representantes locais da Aparaí ficaram responsáveis por receber cargas, pagar extrativistas, registrar informações e também realizarem a secagem e armazenamento das sementes.
Fonte: Tatiane Ribeiro – Imaflora

Uma nova tecnologia para desmantelar o maior “lixão” de plástico do Pacífico.

Durante sua instalação em San Francisco, parecia uma serpente marinha gigante. Mas é uma obra de engenharia realizada para reduzir pela metade, em cinco anos, o enorme lixão oceânico de plástico chamado Great Pacific Garbage Patch (O grande remendo de lixo do Pacífico, em tradução livre). O projeto, desenvolvido pela fundação holandesa The Ocean Cleanup durante os últimos cinco anos, já está em sua etapa de funcionamento. A obra consiste numa barreira formada por um tubo flutuante de 600 metros de comprimento, que criará uma espécie de U para segurar os resíduos graças ao empurrão do vento e das ondas. Um pac-man dos mares, segundo os próprios responsáveis pelo projeto. A ideia é que o plástico seja recolhido com barcos e levado à costa para ser reciclado. Mas parte da comunidade científica levanta dúvidas sobre a eficácia da operação, que custou mais de 20 milhões de dólares (83,2 milhões de reais) e os possíveis riscos para a fauna marinha. Os testes, que começaram neste sábado antes do início da operação, serão fundamentais para averiguar essas possibilidades.

Tudo começou em 2013 por iniciativa de Boyan Slat, um holandês que tinha 18 anos na época. O jovem ficou impressionado com a quantidade de resíduos que encontrava quando ia mergulhar e decidiu arregaçar as mangas para buscar soluções, como informa o site da The Ocean Cleanup. Slat queria criar um método viável de concentração e recolhimento do lixo marítimo, e fundou a organização para desenvolver novas tecnologias. Pouco mais de um ano depois, cerca de 100 cientistas voluntários haviam se somado ao projeto. E a organização arrecadou quase 2,2 milhões de dólares (9,15 milhões de reais) com uma campanha de crowfunding.
Os pesquisadores que aderiram à iniciativa realizaram diversos estudos da área afetada pelo lixão de plástico. Poucos meses atrás, os principais resultados de suas observações saíram na Scientific Reports. O Great Pacific Garbage Patch abrange uma área de 1,6 milhão de quilômetros quadrados, segundo os cálculos da fundação. Ali já se acumulam 1,8 bilhão de resíduos de plástico, ou 80.000 toneladas. “Uma porcentagem significativa dos plásticos acaba retida em redemoinhos criados pelas correntes”, explica a The Ocean Cleanup. “Uma vez preso ali, o plástico se desfaz e se transforma numa armadilha para a fauna marinha, enganada pela aparência de comida.”
Para a organização, tentar coletar todo esse lixo com embarcações e redes seria caro demais e geraria emissões prejudiciais ao meio ambiente, além de danos à fauna marinha. A The Ocean Cleanup diz que é mais viável um método “passivo” de concentração dos resíduos, que se move no mesmo ritmo que as correntes. Daí a ideia de utilizar uma barreira flutuante, chamada System 001: um tubo com uma cortina de três metros de profundidade que captura o plástico e, ao mesmo tempo, deixa livre a passagem de peixes debaixo dela.
A fundação iniciou a fase operacional do projeto. O tubo foi instalado com um barco do porto de San Francisco rumo a uma zona intermediária em relação ao Great Pacific Garbage Path, situado a 240 milhas náuticas da costa. Um período de testes de duas semanas vai averiguar a eficácia do sistema. Se tudo sair como o previsto, a obra de engenharia será transportada diretamente à zona do lixão.

As dúvidas dos cientistas

Ainda restam dúvidas sobre a viabilidade da tecnologia. Alguns oceanógrafos expressaram sua preocupação ante a possibilidade de que o sistema possa causar danos aos animais marinhos. “Na parte superficial do mar, há organismos de todo tipo”, afirma Jesús Gago, do Instituto Espanhol de Oceanografia. “O esquema apresentado parece que vai arrastando tudo. Pode existir esse risco [danos à fauna marinha]. Com os testes, virá a prova de fogo.”
Outra crítica é sobre a viabilidade econômica dessa estrutura tecnológica. “A proposta de Boyan tem muito mérito. É uma pessoa com iniciativa, e o que fez é impressionante. Mas a mensagem de que é preciso investir milhões para retirar plásticos do meio do oceano me deixa mais cético”, diz Gago. Em sua opinião, não se deve esquecer da importância da prevenção para evitar o impacto da poluição de plástico. Quantias tão grandes de dinheiro poderiam ser usadas “para evitar que o plástico chegue ao oceano, em vez de ir pescá-lo em lugares remotos”, considera.
A fundação explica que os testes servirão para esclarecer os aspectos críticos do projeto, já que os protótipos e os experimentos prévios não puderam tirar todas as dúvidas. Por exemplo, será avaliada a resposta do sistema aos movimentos provocados pelo vento e as correntes, além da capacidade de concentrar e reter o plástico capturado e da resistência a elementos disruptivos do oceano, como as ondas e a corrosão provocados pelo sal. A fundação também informa que diversos organismos, como a Universidade de Miami e a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, dos EUA, ofereceram assessoria para garantir que a barreira flutuante não gere impactos negativos aos animais marinhos.
Os testes do sistema já começaram, segundo a The Ocean Cleanup. O trajeto pode ser monitorado em tempo real no site da fundação, graças a um sistema de localização por GPS instalado no tubo. O Great Pacific Garbage Path fica cerca de 1.000 milhas mais longe. Os engenheiros da fundação estimam que o sistema de coleta de lixo levará duas ou três semanas para alcançar o lixão após o período de testes. As etapas seguintes do projeto preveem que, “de poucos em poucos meses”, um barco se aproximará do lixão para recolher os resíduos concentrados. A organização também estuda formas para reciclar todo o plástico recuperado e tornar economicamente sustentável o processo de limpeza das águas com a venda de produtos feitos a partir desse material. Gago acredita que essa missão terá suas dificuldades. “São materiais afetados pela exposição solar e a água do mar. Não tenho certeza se esse material pode ser usado numa usina de reciclagem de maneira simples”, afirma. A fundação pretende desenvolver até 60 sistemas parecidos para estender as operações de limpeza a outros lixões de plástico oceânicos.
Fonte: El País

terça-feira, 18 de setembro de 2018

45 cidades de todo o mundo se comprometem a conservar e restaurar florestas.

45 cidades de seis continentes, onde vivem 164,9 milhões de habitantes, acabam de se comprometer a conservar e restaurar suas florestas, bem como conscientizar seus moradores sobre os inúmeros benefícios das árvores. Estas são algumas das exigências da iniciativa Cities4Forests, lançada hoje na Cúpula Mundial de Ação Climática em San Francisco, na Califórnia.  Entre as cidades participantes estão três capitais brasileiras – Belo Horizonte, Salvador e São Paulo – e Campinas (SP), além de Addis Abeba, Amã, Auckland, Jacarta, Joanesburgo, Cidade do México, Oslo e Toronto.
Gerenciada pelo World Resources Institute, pelo Pilot Projects e pela agência REVOLVE, a iniciativa Cities4Forests funcionará em três níveis: florestas internas, próximas e distantes.  Árvores dentro das cidades – as chamadas florestas internas, que ficam em parques, avenidas e pátios – ajudam a filtrar o ar, moderar a temperaturas e reduzir as contas de energia. As árvores nas bacias hidrográficas ao redor das cidades – florestas próximas – protegem contra inundações e deslizamentos de terra, reduzem os custos de tratamento de água, oferecem oportunidades de exercício e dão aos habitantes um escape da vida urbana agitada. Árvores em florestas distantes, particularmente nos trópicos, como no caso das que ficam no Brasil, sequestram carbono, ajudando a combater a mudança climática, além de gerar chuva para os cinturões agrícolas do mundo, fornecer uma variedade de produtos essenciais e ingredientes medicinais e ser lar para a maior parte da biodiversidade terrestre do mundo.  As cidades participantes comprometem-se a participando em pelo menos um nível até 2020, dois até 2022 e todos os três até 2025.
“A maioria das pessoas desconhece que as cidades têm impactos invisíveis em florestas distantes de onde vivem. As commodities que consumimos – madeira, papel, óleo de palma, carne bovina, soja – podem ser responsáveis ​​pela destruição de florestas. E os benefícios que as florestas proporcionam às cidades também são subvalorizados”, explica Frances Seymour, membro sênior do World Resources Institute. “Quanto mais aprendemos sobre como as árvores interagem com a atmosfera, mais percebemos como as florestas influenciam o clima em escala local e global. As florestas são uma importante fonte de resiliência climática e estabilidade para as pessoas, não importa onde vivamos.”
As cidades que integram o programa podem se beneficiar de assistência técnica para medir a cobertura florestal e priorizar onde plantar árvores para o máximo benefício. A iniciativa proverá consultoria sobre onde procurar financiamento para proteger bacias hidrográficas ou restaurar áreas degradadas, além de apoio para escrever diretrizes sustentáveis ​​de aquisição de produtores florestais como madeira e papel.  As cidades também passam a contar com uma capacidade incrementada para solicitar financiamento para o plantio de árvores e assistência garantindo créditos de carbono legítimos que mantêm as florestas tropicais em pé.
Em contrapartida, as cidades se comprometem a reduzir o desmatamento, restaurar florestas e ajudar a gerenciar florestas dentro e fora dos limites da cidade.  A iniciativa detalhou o que isso implica, começando pelo entendimento da área de cobertura florestal de cada cidade e seus impactos sobre árvores e florestas. Outra etapa prevê conscientizar seus moradores sobre os benefícios que as florestas fornecem, comunicando o que as pessoas podem fazer para causar um impacto positivo, bem como colaborar com as agências do governo para melhorar a saúde das árvores e florestas.  As cidades devem ainda aproveitar o poder das florestas para ajudar a atingir as metas climáticas de seus países, para garantir fontes de água limpas e estáveis, para reduzir o escoamento das águas pluviais, para melhorar a saúde pública e proporcionar recreação. Para tanto, deverão implementar novas ferramentas, políticas locais, programas voluntários, investimentos e decisões de aquisições públicas para atender a essas metas. Ao integrar uma rede global, elas também dividirão percepções, experiências e inovações para inspirar ambição e mobilizar ações entre cidades do mundo todo.  Os funcionários públicos municipais também se beneficiarão de uma rede de intercâmbio entre pares para aprender com outras cidades e destacar casos de sucesso, além de um pacote de comunicação e envolvimento com os cidadãos.
“As florestas urbanas contribuem para a regulação da umidade e temperatura, controle da qualidade do ar, saúde e estilo de vida dos cidadãos”, destaca Bruno Covas, Prefeito de São Paulo. “Nosso município tem 30,4 % do território coberto pela Mata Atlântica e preservar este bioma, um tesouro na fauna e flora, é uma prioridade de nossa gestão. Estamos juntos neste desafio! Controlar o desequilíbrio ambiental nas cidades contribui para um mundo melhor para todos. “
“As florestas mais distantes – particularmente nos trópicos – são ainda mais importantes”, afirma o ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Ola Elvestuen. “Elas favorecem as chuvas para a produção de alimentos e a segurança alimentar em todo o mundo e combatem as mudanças climáticas, armazenando grandes quantidades de carbono. Parar e reverter o desmatamento tropical é fundamental para manter esses benefícios, e somente com as cidades e seus cidadãos a bordo poderemos ter sucesso”.
As cidades a seguir assinaram a declaração da Cities4Forests:
1.     Accra, Gana
2.     Addis Ababa, Etiópia
3.     Aguascalientes, México
4.     Amman, Jordânia
5.     Antalya, Turquia
6.     Antananarivo, Madagascar
7.     Auckland, Nova Zelândia
8.     Baltimore, EUA
9.     Belo Horizonte, Brasil
10.  Bogotá, Colômbia
11.  Campinas, Brasil
12.  Culiacán, México
13.  Detroit, EUA
14.  Eugene, EUA
15.  Guadalajara, México
16.  Haifa, Israel
17.  Honolulu, EUA
18.  Jakarta, Indonésia
19.  Johannesburg, África do Sul
20.  Kigali, Ruanda
21.  King County (WA), EUA
22.  Kochi, Índia
23.  Lin’an, China
24.  Little Rock, EUA
25.  Los Angeles, EUA
26.  Manchester, Reino Unido
27.  Mérida, México
28.  Cidade do México, México
29.  New York, EUA
30.  North Little Rock, EUA
31.  Oakland, EUA
32.  Oslo, Noruega
33.  Filadélfia, EUA
34.  34. Portland (OR), EUA
35.  Quito, Equador
36.  Raleigh, EUA
37.  Sacramento, EUA
38.  Salem (OR), EUA
39.  39. Salt Lake City, EUA
40.  Salvador, Brasil
41.  São Paulo, Brasil
42.  Seattle, EUA
43.  Toronto, Canadá
44.  Viena, Austria
45.  Washington, DC, EUA
Fonte: AViV Comunicação, Flávia Guarnieri / Silvia Dias

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Geração de energia solar e dos ventos bate recorde no Nordeste.

Complexo Eólico Alto Sertão I, maior empreendimento eólico da América Latina, localizado no sudoeste da Bahia
Ao mesmo tempo em que a forte estiagem vem reduzindo cada vez mais a água armazenada nos reservatórios das principais usinas hidrelétricas do país, o forte sol e os ventos estão batendo recorde de geração de energia. De acordo com o Operador Nacional do sistema Elétrico (ONS), no último dia 13 de setembro,foi registrado recorde de geração instantânea (no pico) das duas fontes no Nordeste. . A geração de energia eólica chegou a 8.665 Megawatts (MW) às 8 horas e 24 minutos, atendendo 83% da carga do Nordeste. O fator de capacidade chegou a 86% (quanto que a usina consegue gerar de sua capacidade máxima). Segundo o ONS, oo recorde anterior tinha acontecido um dia antes, em 12 de setembro, quando foram produzidos 8.330 MW às 8 horas e 31 minutos.
Já a geração solar instantânea no pico chegou a 722 MW às 10 horas e 52 minutos, com fator de capacidade de 86%. O último recorde tinha acontecido no dia 11 de setembro, quando foram produzidos 710 MW às 9h57min.
A geração eólica média diária no Nordeste também bateu recorde no dia 13 de setembro ao serem produzidos 7.716 MW médios, com um fator de capacidade de 76%. Segundo o ONS, esse volume de energia foi suficiente para atender 74% da carga do Nordeste no dia. O recorde anterior foi registrado no dia 12 de setembro, quando foram gerados 7.319 MW médios.
Considerando a produção total de energia eólica no páis, incluindo outras regiões, no último dia 13 atingiu 8.718 MW médios, representando 13,6% da geração total do país de 64.285 MW. Já a energia solar contribuiu com 0,5% da geração total de energia do país com um total de 372 MW médios.
Fonte: O Globo

domingo, 16 de setembro de 2018

ONG alerta sobre morte de baleias-francas na Patagônia argentina.

Uma mortalidade recorde de baleias francas foi registrada na costa atlântica da Patagônia argentina (sul), o índice mais elevado já registrado de mortes desta espécie no mundo, informou a ONG Instituto de Conservação de Baleias (ICB) nesta semana.

“No ano de 2012 ocorreram 116 mortes de baleias, inclusive 113 filhotes”, informou o ICB em um informe no qual detalhou que este número é quase o dobro do reportado em 2011, quando morreram 61 exemplares.
A cada ano, a partir de junho, centenas de baleias-francas, de 14 metros de comprimento e até 50 toneladas, chegam às baías da Península de Valdés (1.400 km ao sul de Buenos Aires), declarada patrimônio mundial da Humanidade pela Unesco, para dar à luz e criar seus filhotes. Este espetáculo atrai para a região do sul da Argentina 100 mil turistas ao ano, dos quais 25% são estrangeiros.
Os cientistas trabalham com três hipóteses sobre o fenômeno da alta mortalidade: os encalhamentos, a exposição ao sol e o ataque de gaivotas, que bicam as baleias constantemente causando-lhes ferimentos no dorso.
As autoridades estudam se continuarão aplicando o chamado rifle sanitário contra estas aves, pois em 2012 foram eliminadas apenas 175, considerado um número muito baixo para o grande número de exemplares que atacam as baleias.
A mortandade de baleias na temporada 2012 representa 3% da população total do cetáceo no Atlântico Sul, estimada em 4 mil exemplares. 
(Fonte: G1)

sábado, 15 de setembro de 2018

MP detecta desmate de 600 hectares de Mata Atlântica e aplica R$ 3 milhões em multas.

O desmatamento do que resta da Mata Atlântica em Minas Gerais continua sem freios. Balanço parcial apurado pelo Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim), filiado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), mostram que 600 hectares da floresta já deixaram de existir no estado.
O levantamento faz parte da Operação Mata Atlântica em Pé, desencadeada em todo o Brasil. A força-tarefa tem como objetivo punir os responsáveis pela prática. No Brasil, há apenas aproximadamente 10% de remanescentes desse tipo de floresta
Segundo o Nucrim, até o momento foram fiscalizadas 35 propriedades no estado. Elas estão situadas em cinco municípios, entre eles Águas Vermelhas e Curral de Dentro, na Região Norte do estado, e Pedra Azul, no Baixo Jequitinhonha.
Durante os trabalhos, três pessoas foram presas, segundo o MPMG. Além disso, foram aplicadas multas que somam R$ 3 milhões e lavrados 28 autos de infração ambiental. Quatro armas de fogo, uma arma branca, 2.164 metros cúbicos de lenha e uma quantidade indeterminada de carvão também foram apreendidos.
Em Minas Gerais, é prevista a realização de vistoria em 175 polígonos, englobando mais de três mil hectares de área desmatada. No estado, o MP conta com o apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Ibama e Polícia Militar de Meio Ambiente.
A operação envolve Ministérios Públicos e órgãos ambientais de 15 estados. Até esta quinta-feira, o desmatamento identificado alcançou 2.890 hectares da Mata Atlântica em 282 propriedades. Foram apreendidos 5.089 metros cúbicos de madeira e emitidas multas no valor total de R$ 12.942.667.
O bioma da Mata Atlântica está presente em 17 estados brasileiros e cobre (em sua extensão original) cerca de 13% do território nacional, onde vivem aproximadamente 140 milhões de pessoas.
Fonte: EM.com.br  com informações do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG)

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Bitucas de cigarro, tampas de garrafa, canudinhos: os 10 itens mais encontrados nas praias do Brasil pela ONU

ONU Meio Ambiente recolheu 49.994 bitucas de cigarro no litoral do Brasil — Foto: sulox32/Pixabay
Foram mais de 23,7 toneladas de resíduos recolhidos por 2,8 mil voluntários mobilizados pela Organização das Nações Unidas (ONU) Meio Ambiente no Brasil. Foram 124 km percorridos em praias de 10 estados brasileiros.
O projeto é uma mobilização da organização internacional no país. A campanha se chama #MaresLimpos e cria ações de limpeza no litoral do Brasil. Veja os resíduos recolhidos em maior quantidade na primeira parte da operação, em 2017:
  1. 49.994 bitucas de cigarro
  2. 9.938 garrafas pet
  3. 9.938 canudos
  4. 7.041 garrafas plásticas
  5. 6.782 sacolas plásticas
  6. 5.590 embalagens plásticas
  7. 4.840 copos e pratos plásticos
  8. 2.409 garrafas de vidro
  9. 2.100 pedaços de isopor
  10. 1.313 talheres plásticos
O material foi recolhido por grupos de Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
O resultado mostra que os produtos encontrados são majoritariamente de plástico. A ONU Meio Ambiente lembra que entre 60% e 90% do lixo encontrado nos mares é composto por diferentes tipos de plásticos, em diferentes tamanhos e estágios de degradação. Algumas estimativas apontam que em 2050 teremos mais plásticos do que peixes e que 99% das aves marinhas terão ingerido o material.
Sobre o produto mais encontrado, as bitucas de cigarro, além de poluir o oceano, é o principal causador do câncer que mais mata no mundo: o de pulmão. Um relatório da Organização Mundial da Saúde mostra que, apenas neste ano, morrerão 9,6 milhões de pessoas devido à doença.
Fonte: G1