sábado, 2 de junho de 2018

Estudo aponta que Grande Barreira de Corais vale US$ 42 bi

“Este relatório apresenta uma clara conclusão: a Grande Barreira de Corais, como ecossistema, como motor econômico e como tesouro mundial, é muito importante para desaparecer”, destacou o diretor da Fundação da Grande Barreira de Corais, Steve Sargent, no citado documento.
A fundação encarregou o trabalho à empresa britânica Deloitte e esta, além de avaliar o valor econômico, fez uma pesquisa com 1,5 mil pessoas, na Austrália e em outros países, que revelou que dois de cada três entrevistados pagariam para proteger este patrimônio da humanidade.
“Com um valor de US$ 42 bilhões, a Grande Barreira vale o equivalente a 12 Casas da Ópera de Sydney (…) O estudo também confirma que nenhum outro ativo natural australiano contribui tanto, em termos de marca e valor icônico, à marca ‘Australia”, apontou Sargent.
Dos US$ 42 bilhões calculados como valor econômico, o turismo contribui com US$ 21,9 bilhões.
A Grande Barreira de Corais contribuiu à economia australiana com US$ 4,8 bilhões no exercício fiscal 2015-16, além de ser responsável por 64 mil postos de trabalho, dos quais 33 mil estão em Queensland, estado situado no nordeste de Austrália e que abriga a Grande Barreira, segundo o trabalho.
O autor do relatório, John O’Mahony, da Deloitte, indicou no documento que o estudo permite ter uma ideia do quanto custará perder a Grande Barreira de Corais, à qual qualificou de algo que “não tem preço”, “claramente muito mais que a maior estrutura viva do mundo”.
Os cientistas estão advertindo há anos sobre a ameaça sem precedentes sofrida pela Grande Barreira de Corais australiana pelo aquecimento da água do mar e o aumento da acidez devido à mudança climática.
O branqueamento dos corais, exacerbado pelo aumento da temperatura da água do mar, ocorreu de forma recorrente nesta barreira de 2,3 mil quilômetros de recifes coralinos desde a década de 90.
“A gravidade do branqueamento de 2016 sai dos gráficos”, denunciou neste ano o biólogo Terry Hugues, da Universidade James Cook, em outro estudo.
A Grande Barreira contém 400 tipos de corais, 1,5 mil espécies de peixes e 4 mil variedades de moluscos e faz parte da lista do Patrimônio da Humanidade da Unesco. (Fonte: Terra)

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Para salvar as abelhas, a Europa proíbe o uso de inseticidas

Os inseticidas imidacloprid, clothianidin e thiamethoxane foram proibidos em cultivos ao ar livre na Europa, depois que a Comunidade Européia considerou os efeitos prejudiciais para abelhas

Nós não vemos tantas abelhas como antes. Devido a vários fatores, como mudanças climáticas, destruição de habitat, a presença de predadores dessa espécie, como o ácaro Varroa e o parasita Nosema apis , a população de abelhas diminuiu de maneira considerada.
A saúde das abelhas também é afetada pelo uso de inseticidas ao ar livre, especialmente três tipos comercializados mundialmente nas culturas de milho, colza, algodão e girassol. Imidaclopride, clotianidina e tiametoxam. Esses inseticidas podem afetar o sistema nervoso desses insetos e causar paralisia.
Considerando a importância das abelhas para a biodiversidade e para a produção de alimentos, a União Européia, em um conselho datado de 28 de abril, decidiu proibir completamente o uso desses três inseticidas ao ar livre. Desde 2013, o uso desses produtos foi restrito na região, no entanto, com base em um estudo realizado na Hungria, Reino Unido e Alemanha, a grave ameaça às abelhas com o uso desses produtos foi percebida.
O Comissário Europeu para a Saúde, Tonio Borg , afirmou que as abelhas são vitais para o ecossistema realizar a polinização. A contribuição desta espécie é avaliada em 22 bilhões de euros por ano para a agricultura européia.
A organização Greenpeace anunciou que a decisão representa uma boa notícia para o meio ambiente. Mas nem todos concordam. Segundo o engenheiro agrônomo Carlos Palomar, diretor da Associação Empresarial para a Proteção de Plantas , em nota ao jornal El País , ele considera a decisão "lamentável". Ele acredita que haverá um grande impacto, eliminando essas ferramentas valiosas, considerando a quantidade de insetos e ácaros que atacam as culturas.
A decisão considerada pelos 28 países membros indica que os três tipos de inseticidas não podem ser usados ​​em lavouras abertas, mas seu uso é permitido em plantações de fogão.
Profissionais interessados ​​em atuar na proteção de espécies e biodiversidade podem optar pela formação de qualidade com o Mestrado em Gestão e Auditorias Ambientais , promovido pela FUNIBER .
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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Pará abriga maior parque de cavernas em rochas ferríferas do País, diz Ibama.

Parque Nacional dos Campos Ferruginosos é voltado para atividades de educação ambiental, lazer, pesquisa científica e turismo ecológico.

Criado por decreto presidencial no dia 5 de junho, o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, no Pará, é resultado do licenciamento ambiental do empreendimento de mineração S11D. Com área total de 79 mil hectares, a Unidade de Conservação (UC) de proteção integral possui 59 mil hectares de floresta preservada e 377 cavernas de formatos únicos que abrigam espécies raras da fauna e flora, ameaçadas e exclusivas da região. É considerado o maior parque em rochas ferríferas do mundo. 

Localizado nos municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás, o parque se destina apenas a atividades de educação ambiental, lazer junto à natureza, pesquisa científica e turismo ecológico. É formado por dois platôs ferruginosos: a Serra da Bocaina, também conhecida como 'Serra do Rabo', localizada entre a rodovia PA 160 e o Rio Parauapebas; e a 'Serra do Tarzan', próxima à rodovia 118. Também guarda registros arqueológicos das primeiras ocupações humanas na Amazônia.

No topo das serras, rochas ferríferas expostas há milhares de anos formam uma densa carapaça conhecida como canga ou 'savana Metalófila'. Os solos rasos impedem o desenvolvimento de árvores de grande porte. O cenário é de campos rupestres e savanas em meio à floresta tropical, um tipo raro de ecossistema.

“A criação do parque é resultado do amadurecimento de um diálogo fundado em bases científicas com o objetivo de buscar equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental”, diz o diretor substituto de Licenciamento Ambiental do Ibama, Jônatas Trindade.

Segundo Jocy Brandão, chefe do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (CECAV) do ICMBio, o parque vai dobrar o número de cavernas em Unidades de Conservação do governo federal. 

"A criação da UC é uma parte desse processo. O esforço do ICMBio agora é de aportar investimentos e recursos humanos. Acredito que a parceria com os empreendimentos que estão lá vai viabilizar essa implementação”, diz o representante do Instituto, responsável pela gestão do parque.  

Portal Amazônia, com informações do Ibama

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Pequenos e ferozes, peixes beta travam batalhas épicas na Tailândia.

“Não vou perder. Nunca perco”, afirma o tailandês Wit quase sem tirar os olhos dos aquários verticais nos quais pequenos peixes beta (“Betta splendens“) brigam ferozmente em uma aldeia ao sudoeste de Bangcoc.
“Os participantes trazem seus próprios peixes. Hoje trouxe seis”, conta à Agência Efe o tailandês, sentado diante de vários potes de vidro onde peixinhos lutam violentamente em uma aldeia na província de Samut Sakhon. Wit, que há 30 anos participa de brigas de peixes, não se complica ao dar nome a seus ferozes mascotes, aos quais chama de 72, 35, 66, 50, Kid 1 e Kid 2, em referência à ordem em que os guarda. Em um clima divertido e em um ambiente clandestino, mais de 20 homens se posicionam em torno de aquários de vidro colocados em duas fileiras com algumas notas de pouco valor nas mãos para fazer apostas.
Os beta, também conhecidos como peixe de briga siamês ou “pla kad” (“peixe mordedor”, em tailandês), medem apenas até 6,5 centímetros, pesam 270 gramas e são agressivamente territoriais. Lung Chat, o árbitro, pesa os adversários, que devem ter o mesmo peso ou muito parecido, e depois os coloca nos pequenos aquários, onde se atacam com mordidas leves até que um deles desista e se afaste para um lado. O peixe que cede terreno é colocado em outro frasco onde o árbitro observa se volta a expandir as barbatanas, o que indica que está em condições de continuar com a luta.
O dono do “lutador aquático” pode aceitar a derrota ou continuar, mas se o seu peixe beta morrer, deve pagar uma multa de 200 a 400 bahts (de US$ 6 a US$ 12). “Não é habitual que morram (os peixes)”, assegura Lung Chat, que ressalta que as brigas podem durar até duas ou três horas. Os peixes, que costumam viver dois anos, lutam apenas uma vez e depois são devolvidos à natureza. As apostas não costumam ultrapassar os 500 bahts (US$ 15), ainda que em alguns casos possam chegar a três mil bahts (US$ 80). As brigas de peixes são regularizadas na maioria das províncias tailandesas – Bangcoc é uma exceção -, embora na localidade de Samut Sakhon os apostadores reconheçam que às vezes precisam subornar a polícia.
Beer, que se dedica há 12 anos a criar peixes beta, diz à Efe que as brigas são uma tradição muito antiga e que envolve pouco dinheiro. “Criamos os nossos próprios peixes ou os compramos da fazenda e os treinamos para que sejam mais fortes”, detalha o tailandês, de 33 anos. Beer trabalhou durante dois anos como técnico de informática, mas se cansou e começou a criar peixes beta com as técnicas que tinha estudado no sul da Tailândia, onde estes animais são muito populares.
Um peixe de briga siamês custa aproximadamente 200 bahts (US$ 6), mas há casos em que o preço pode ser de milhares de bahts, se for um exemplar especial. Os beta usados nas brigas costumam ser pretos e ligeiramente azulados, mas os criados em aquários de decoração exibem uma ampla gama de cores como vermelho, laranja, amarelo, branco ou turquesa.
Em novembro do ano passado, um exemplar com as cores da bandeira tailandesa foi vendido por um preço recorde de 53.500 bahts (US$ 1,5 mil) em um leilão na internet. Segundo o site bettafishcenter.com, os siameses costumavam retirar os peixes beta dos tanques naturais e dos campos inundados de arroz para colecioná-los e colocá-los para brigar desde antes do século XIX. Ainda que o primeiro europeu a documentar a existência desta espécie tenha sido o médico Theodor Cantor, o nome científico “Betta splendens” foi dado pelo ictiólogo britânico Charles Tate Regan em 1909.
 (Fonte: Terra)

terça-feira, 29 de maio de 2018

Alerta ambiental por morte de golfinhos no Brasil

Região próxima ao Rio de Janeiro, no Brasil, vem detectando cadáveres de golfinhos infectados por vírus. Biólogos, conservacionistas e moradores investigam as causas

Na baía de Sepetiba, a 65 quilômetros do Rio de Janeiro, um alerta se acendeu devido à quantidade de golfinhos encontrados mortos, com marcas e abaixo do peso. Ao total, desde finais do ano passado, foram encontrados mais de duzentos cadáveres de golfinhos Sotalia guianensis.
Pesquisadores e residentes buscam a resposta para o que ocorre na baía. Os golfinhos encontrados haviam sofrido danos no sistema nervoso e falhas respiratórias, que foram relacionadas com o vírus morbillivirus, transmitido por ar. Os efeitos causados pelo vírus causam uma morte dolorosa, com agonia.
A bióloga Mariana Alonso, do Instituto da Biosfera na Universidade Federal do Rio de Janeiro, ressalta que os golfinhos são como sinais de alerta. Se algo está mal com eles, então “todo o ecossistema está fraturado”, disse.
Uma das respostas pode estar na contaminação do mar, já que a região é uma das princiapis vias de entrada de exportações. Próximo, estão diversas empresas químicas e de metal, como por exemplo, a Vale do Rio do Doce, uma das maiores companhias produtora de minério de ferro.
A bióloga lembra que nos anos mais recentes, o número de indústrias e empresas cresceu na região. “O que gera é uma maior concentração de contaminantes no fundo marinho e na cadeia alimentar”, afirmou.
O coordenador científico da Grey Dolphin Institute, Leonardo Flach, que colabora na investigação das causas das mortes dos golfinhos, afirmou que esta epidemia pode ser apenas “a ponta do iceberg”.
Os profissionais interessados na conservação ambiental podem optar pelos cursos de mestrado, doutorado e especializações patrocinados pela FUNIBER, como por exemplo, o Mestrado em Ciência e Tecnologia Marinha.
Fonte:
La muerte de delfines en Brasil alarma a los investigadores
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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Cresce os níveis de CO2 da atmosfera

Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou em seu último boletim sobre um aumento preocupante nos níveis de dióxido de carbono na atmosfera

A OMM publicou em seu boletim anual sobre o impacto dos gases de efeito estufa. Nele é alertado um “aumento perigoso da temperatura global”. Isso ocorre pelo aumento das emissões de dióxido de carbono (CO2), principal gás de efeito estufa, chegando a alcançar níveis recordes. Segundo este boletim, no ano passado foram alcançadas 403,3 partes por milhão (ppm) de concentração atmosférica, superando os 400 que já chegou em 2015. Este aumento é preocupante e serão agravados com os acontecimentos “extraordinários” como furacões, secas e inundações.
Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática está acontecendo na cidade alemã de Bonn. Começou na última segunda-feira, dia 7 e continua até o dia 17 de novembro. O que se pretende obter é, levando em conta os resultados do boletim da OMM, avançar na aplicação do Acordo de Paris. Ao parecer há uma falta de compromisso por parte dos governos com relação à redução das emissões de CO2.
O Acordo de Paris foi assinado no ano 2015 para reduzir os efeitos dos gases de efeito estufa que são emitidos. O objetivo é evitar que ocorra um aumento nas temperaturas. As medidas estabelecidas têm que ser realizadas para evitar que ocorra um aumento na temperatura. Não obstante, estima-se que o 2018 será um dos anos mais quentes desde que se começou os registros no século XIX.
Outro tema que será protagonista durante a conferência é a saída dos Estados Unidos deste acordo. O presidente, Donald Trump, deixou clara sua opinião sobre o tema, alegando que a mudança climática é um conto inventado pela China para tornar os produtos dos Estados Unidos menos competitivos.
Aqueles interessados em uma formação ampla em matéria de problemas ambientais podem optar pelo Mestrado em Mudanças Climáticas patrocinado pela FUNIBER.
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domingo, 27 de maio de 2018

Desmatamento e poluição podem comprometer revitalização do Rio Parnaíba, dizem especialistas.

A proposta de revitalização do Rio Parnaíba tem como objetivo proteger a bacia hidrográfica e garantir abastecimento de água a população da região, disseram nesta quarta-feira (4) os especialistas ouvidos em audiência pública conjunta da Comissão de Meio Ambiente (CMA) e pela Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR). Eles apontaram o desmatamento e a poluição como ameaças à preservação das reservas hídricas.
A audiência foi promovida para instruir o PLS 56/2014, que institui regras para a revitalização do Rio Parnaíba e de seus afluentes. O projeto é do senador Elmano Férrer (PMDB-PI).
A bacia hidrográfica do Parnaíba é a segunda mais importante do Nordeste e abrange o Piauí, parte do Maranhão e do Ceará. A senadora Regina Sousa (PT-PI), autora do requerimento da audiência, disse ser preciso colocar em prática o trabalho que já foi desenvolvido, pois a atual situação da bacia é preocupante.
— [é preciso] agir sem precisar aguardar um processo legislativo. Tentar unir forças para a gente fazer alguma coisa acontecer, porque a gente precisa salvar esse rio. Senão a geração que vem depois não vai nos perdoar — alertou.
De acordo com o presidente da Rede Ambiental do Piauí, Avelar Damasceno, o projeto precisa estabelecer um modelo de gestão para implementar as ações de recuperação e conservação da bacia, que enfrenta diversos problemas.
— O maior impacto ambiental é o desmatamento. Outra questão muito séria é o baixo nível de saneamento básico que acontece em todas as cidades. Tem a questão da poluição, que é muito intensa nessa bacia — afirmou.
A revitalização ampliará o volume de água disponível para a população e garantir o abastecimento nas zonas urbana e rural, a fim de promover o desenvolvimento econômico da região, disse o diretor de revitalização da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Inaldo Guerra. Ele informou como a instituição vai atuar na região.
— A revitalização compreende as ações de esgotamento sanitário, as ações de controle de processo erosivo e uma ação muito importante que são os arranjos produtivos locais. Quando você apoia essa atividade, você está fixando o homem no campo de forma sustentável, o que ajuda a preservar também o rio.
O projeto será analisado de forma terminativa na Comissão de Meio Ambiente (CMA). Caso seja aprovado, seguirá para a Câmara dos Deputados.
Com informações da Rádio Senado
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Senado noticias