quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Ave ganha prótese feita com impressora 3D após perder parte do bico.


Graças a novas tecnologias, o calau Jary ganhou um novo ‘capacete’ — Foto: Wildlife Reserves Singapore

Jary, um calau que é mantido em cativeiro em Singapura, rebeu uma prótese após ter parte de seu bico destruída por um tumor e removida cirugicamente.
Em julho, funcionários do Jurong Bird Park notaram um rasgo de 8cm no bico do calau bicórnio macho e suspeitaram que ele poderia ter câncer.
O tumor estava atacando uma parte do bico chamada de “capacete”. Grande parte do tecido sob o capacete de Jary havia sido destruído pela doença.

Prótese foi fabricada usando uma impressora 3D — Foto: Wildlife Reserves Singapore

As perspectivas eram sombrias: dois calaus já haviam tido câncer no mesmo parque – um deles morreu após fazer quimioterapia, e, no segundo caso, o câncer já estava em estágio avançado demais para qualquer tipo de tratamento.
Graças a novas tecnologias, o calau Jary ganhou um novo ‘capacete’ — Foto: Wildlife Reserves Singapore
Jary foi submetido a exames…
… e foi feita uma biópsia do tecido afetado.
Uma análise confirmou que era câncer, e cirurgiões veterinários decidiram remover o tumor.
Uma prótese do capacete para Jary foi fabricada com uma impressora 3D. O capacete comprometido foi removido.
Depois, resina dental foi aplicada ao novo capacete para selar quaisquer aberturas. O calau recebeu o nome Jary porque significa “guerreiro de capacete” no idioma nórdico antigo. Jary recebeu alta em setembro. Ele usará a prótese até que seu capacete natural cresça novamente.
As perspectivas para Jary eram ruins, porque outros calaus já tinham morrido por causa de tumores — Foto: Wildlife Reserves Singapore
Fonte: BBC

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Zona de exclusão de Chernobyl abrigará planta de energia solar.

PLACA ALERTA ZONA DE EXCLUSÃO EM CHERNOBYL (FOTO: DIVULGAÇÃO)
Energia limpa no local que simboliza o maior desastre nuclear da história: empresas iniciaram a instalação de 3,8 mil painéis solares na zona de exclusão próxima às usinas de Chernobyl, na Ucrânia. De acordo com o governo local, a energia produzida será capaz de fornecer eletricidade para 2 mil residências.
No dia 26 de abril de 1986, o sistema de resfriamento do reator nuclear número quatro da usina de Chernobyl parou de funcionar, causando um superaquecimento que culminou em uma grande explosão de vapor. O teto do reator, que pesava mil toneladas, foi destruído, e uma nuvem de radiação tomou a cidade.
Após o acidente, 31 pessoas morreram por conta da explosão e no combate ao fogo, mas milhares foram diretamente afetadas por conta da nuvem de radiação, que obrigou a evacuação dos 350 mil moradores da cidade de Pripyat, construída pelo governo soviético para abrigar os trabalhadores da usina — na época, a Ucrânia ainda fazia parte da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
Para combater os efeitos da radiação, o governo determinou uma zona de exclusão com raio de 30 quilômetros do epicentro da explosão, mobilizando mais de 500 mil pessoas.
Após evacuar a população da região às pressas e combater o fogo que consumia parte da usina, as autoridades soviéticas iniciaram a construção de uma espécie de sarcófago de 200 toneladas para aplacar o vazamento da radiação. Mesmo assim, a zona de exclusão continua a existir e Pripyat se tornou uma cidade fantasma. De acordo com os responsáveis pelo projeto, as placas solares ficarão instaladas próximas ao sarcófago da usina.
Fonte: Revista Galileu

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Planta de energia solar é inaugurada na área do acidente de Chernobyl.

Diante da usina de Chernobyl, 3.800 painéis solares vão gerar 1 Megawatt – 05/10/2018 (Gleb Garanich/Reuters)
A Ucrânia inaugurou uma usina solar em Chernobyl nesta sexta-feira (5), bem em frente da usina que provocou o maior acidente nuclear da história. Instalados em área altamente contaminada estão 3.800 painéis, que geram energia suficiente para 2.000 residências.
A Chernobyl Solar será capaz de gerar 1 Megawatt. Trata-se de um projeto conjunto da empresa ucraniana Rodina e da alemã Enerparc AG, que custou cerca de 1 milhão de euros.
A área continua isolada, em grande parte inabitável, e pode ser visitada apenas com a companhia de guias munidos de medidores de radiação. Em abril de 1986, um teste mal-sucedido no reator número 4 da Usina Nuclear de Chernobyl, na antiga União Soviética, lançou nuvens de material nuclear por toda a região
Dezenas de milhares de moradores foram obrigados a abandonar o local. Trinta e um funcionários e bombeiros morreram, a maioria devido a doenças agudas causadas pela radiação. Nos anos seguintes, milhares de pessoas que tiveram contato com a radiação sucumbiram a doenças como o câncer. O saldo total de mortes e os efeitos de longo prazo na saúde continuam causando um debate intenso.
“Esta não é só mais uma usina de energia solar”, disse Evhen Variagin, executivo-chefe da Solar Chernobyl LLC. “É realmente difícil subestimar o simbolismo deste projeto, em particular”.
Fonte: Veja

domingo, 7 de outubro de 2018

Golfinho e tartarugas são encontrados mortos de maneira criminosa no litoral alagoano.

As espécies são protegidas por lei e estão ameaçadas de extinção na natureza | Biota
Um golfinho e duas tartarugas marinhas foram encontrados mortos na manhã deste sábado (06), com fortes sinais criminosos, nas praias do litoral Alagoano.
O golfinho, encontrado na Barra de São Miguel – litoral Sul – estava com a língua cortada. Já as tartarugas, na praia de Ipioca, foram amarradas a uma pedra para morrerem afogadas.
De acordo com Bruno Stefanis, presidente do Instituto de Conservação Biota, os casos se configuram crime porque as duas espécies são protegidas por lei e estão ameaçadas de extinção na natureza.
Outro caso
Nessa sexta-feira (05), um golfinho, da espécie dentes-rugosos, foi encontrado morto por banhistas em praia de Cruz das Almas, em Maceió. O caso ainda vai ser necropsiado, mas aparentemente não havia indícios de intervenção humana. Bruno Stefanis informou que não é comum a presença desta espécie no mar de Alagoas e que foi o primeiro registro de encalhamento deste golfinho no Estado.
Fonte: TNH1

sábado, 6 de outubro de 2018

Quem mais gera lixo no mundo, e quem mais sofre com o problema.

ATERRO SANITÁRIO (FOTO: PIXABAY)
Na média mundial, quem começa agora a ler esse texto gera 740 gramas de lixo diariamente. Pode parecer pouco, mas imagine isso multiplicado pelos 365 dias do ano: 270,1 quilos de lixo gerado por pessoa. O resultado, 2,01 bilhões de toneladas de resíduos em todo o mundo no ano de 2016, a maior parte sem receber o tratamento adequado.
Tudo isso está no último relatório sobre a geração de lixo do Banco Mundial, que considera esse um dos grandes problemas ambientais da atualidade. Segundo o banco, o crescimento acelerado da geração de resíduos sólidos no mundo todo está “ameaçando a saúde humana e ambientes locais, ao mesmo tempo que prejudica o clima”.
O órgão prevê que, até 2050, se nada for feito para diminuir a produção de lixo, a quantidade descartada pelas pessoas, empresas e governos pode crescer 70% sobre o que foi observado em 2016 (o último ano com dados consolidados). Isso significaria 3,4 bilhões de toneladas de lixo geradas anualmente.
O problema dessa quantidade de lixo não se resume à degradação do local que ocupa e do perigo de doenças às populações. Ele também piora a qualidade do ar e acelera as mudanças climáticas. O relatório estima que em 2016, 1,6 bilhão de toneladas de gases equivalentes ao dióxido de carbono foram geradas por processos inadequados de tratamento de lixo, o que representa 5% das emissões totais no mundo inteiro.
Enquanto isso, a reciclagem é um sonho distante. Mesmo nos países mais ricos, apenas pouco mais de um terço do lixo é reciclado ou reaproveitado por compostagem. Nos países considerados pobres, a taxa não ultrapassa 4%.
Mas quais são os segmentos e regiões do mundo que mais geram lixo? A região que, em números absolutos, mais contribui com o problema é a região do Leste Asiático e Pacífico, que hoje colabora com 468 milhões toneladas de lixo. Em 2050, pode gerar 714 milhões.
Já o Sul da Ásia e a África Subsaariana preocupam pelo potencial futuro: na primeira região, a produção de lixo chegará perto de dobrar, passando de 334 milhões de toneladas para 661 milhões, enquanto a segunda praticamente triplicará o volume, no ritmo atual, indo de 174 milhões a 516 milhões.
Isso se deve ao grande contingente populacional dessas regiões, que, no caso asiático, são as mais populosas do mundo. E, no lado africano, deverão passar por crescimento econômico desordenado e sem controle dos resíduos.
A região de Europa e Ásia Central, que hoje é a segunda maior geradora de lixo, com 392 milhões de toneladas, terá o menor crescimento relativo, passando para 490 milhões. Já América Latina e Caribe deverão passar, se nada for feito, de 231 milhões para 369 milhões.
Apesar de ter mais meios de tratamento do lixo, os países caracterizados por altas rendas acabam contribuindo relativamente mais para o problema do lixo. Embora tenham apenas 16% da população mundial, geram 34% dos resíduos. E, mesmo nesses países, 39% do lixo é depositado em aterros sanitários.
Nos países pobres, nada menos que 93% dos resíduos são depositados em lixões a céu aberto.
Infelizmente, os mais pobres da sociedade são geralmente os mais impactados pelo tratamento inadequado do lixo. Não deveria ser assim. Nosso recursos precisam ser usados e então reusados continuamente, para que não acabe em aterros sanitários”, comenta, na divulgação do relatório, Laura Truck, vice-presidente de desenvolvimento sustentável do Banco Mundial.
Fonte: Época Negócios

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Quais as diferenças entre serviços ambientais e serviços ecossistêmicos?

Conceitos de serviços ambientais e serviços ecossistêmicos são distintos. Entenda as principais diferenças.
Muitos se referem a serviços ambientais e a serviços ecossistêmicos como se fossem a mesma coisa, pois ainda não há uma definição oficial sobre cada um dos conceitos. Mas segundo o Projeto de Lei 312/15 e alguma literatura especializada, existe uma diferença entre serviços ambientais e serviços ecossistêmicos.
A definição de serviços ecossistêmicos se dá pelos benefícios que a humanidade consegue obter dos ecossistemas de forma direta ou indireta - por exemplo: obtenção de madeira, regulação do clima e do ciclo da água. Esses ecossistemas naturais devem ser preservados para manter qualidade e funcionamento dos serviços prestados. As atividades humanas que contribuem para a manutenção, recuperação ou melhoria dos serviços ecossistêmicos são os serviços ambientais.
Ou seja, nós podemos ser responsáveis por realizar serviços ambientais por meio do manejo dos sistemas naturais, mas não podemos realizar serviços ecossistêmicos - estes só podem ser feitos pela natureza. Essa tarefa pode se tornar uma relação de sintonia entre a humanidade e a natureza, pois estamos ajudando o meio ambiente a prestar seus serviços em vez de destruí-lo. Ou melhor, estamos reparando erros feitos no passado.
Para ilustrar melhor essa diferença, vamos pensar em uma floresta. As árvores têm diversas funções no ambiente, seja de regulação, provisão, função cultural ou de suporte. Usemos o exemplo da captura de CO2 da atmosfera, que indiretamente influencia na regulação do clima local e até mundial. Essa absorção de CO2corresponde a um dos serviços ecossistêmicos da floresta. Quando as atividades humanas geram a degradação das florestas, como desmatamento e queimadas, equilíbrio e funções do ecossistema são comprometidos, juntamente com os benefícios obtidos por nós.
As florestas, com isso, não só deixam de captar CO2 como lançam na atmosfera o carbono acumulado em sua biomassa. Para voltar ao equilíbrio inicial do sistema, temos que adotar ações de manejo para recuperar a área desmatada. O reflorestamento com árvores nativas é uma solução para restauração do ecossistema perdido; a preservação de outras áreas remanescentes também é importante para a recuperação. O reflorestamento e a preservação de áreas podem ser considerados um serviço ambiental - ambos realizados pelo ser humano a fim de obter os benefícios dos serviços ecossistêmicos da floresta.
Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) é um instrumento que serve para que o prestador de serviço ambiental seja remunerado por quem é beneficiado pelo serviço ecossistêmico. No exemplo acima, poderia ser usado o PSA para pagar proprietários de áreas de relevância ambiental como um incentivo para conservar a vegetação. A valoração do capital natural também é uma ferramenta para estimular os serviços ambientais e preservar os serviços ecossistêmicos, de acordo com algumas visões.
Fonte: ecycle.com.br

Os números de um Brasil que “cospe no prato” do meio ambiente.

Sabe aquele provérbio que diz “não se cospe no prato em que se come”? Comumente usado para designar pessoas ingratas, que não reconhecem o bem que alguém ou algo lhe faz, o dito se aplica à realidade do investimento público brasileiro no meio ambiente e seus recursos naturais, essenciais ao sustento da vida e de várias atividades econômicas.

Apenas R$3,7 bilhões de reais compõem o orçamento para o ano de 2018 do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e suas autarquias, como Ibama,  ICMBio, Agência Nacional de Águas (ANA) e Serviço Florestal Brasileiro. O valor é inferior aos R$3,9 bilhões autorizados para o ano passado e ainda menor do que os R$5 bilhões liberados (em valores corrigidos pela inflação) para o ano de 2013, o melhor da década em termos de investimento no meio ambiente.
Ao longo dos últimos cinco anos, o país acompanharia os desdobramentos de uma crise hídrica sem precedentes na maior metrópole do país e o vazamento da barragem da Samarco na cidade mineira de Mariana, ao mesmo tempo em que reduziria em R$ 1,3 bilhão o volume de recursos destinados ao financiamento de ações ambientais.
Os dados integram um amplo estudo sobre os gastos públicos em meio ambiente no país realizado pelo grupo WWF-Brasil e a Associação Contas Abertas. A pesquisa, divulgada nesta terça-feira (06), considera os gastos da União, Estados e municípios nos últimos dez anos, e aponta uma queda no investimento público provocada pelo cenário de aperto fiscal e agravada pela falta de visão política sobre a importância estratégica em se conservar o meio ambiente e os recursos naturais renováveis.
Os números revelam uma tendência de cortes em áreas como o monitoramento e fiscalização do desmatamento, a conservação da biodiversidade e a gestão dos recursos hídricos, que provêm serviços essenciais para a sociedade, como o equilíbrio climático, alimentos e água.
Uma das principais vítimas do desmonte da área ambiental foi o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, autarquia vinculada ao MMA e responsável pelas Unidades de Conservação (UCs), que viu seu orçamento cair quase pela metade —de R$ 1,25 bilhão de gastos autorizados em 2017 para R$ 708 milhões em 2018 , uma redução de 44%.
Ações orçamentárias que tratam de criação, implantação, monitoramento e projetos de manejo em áreas protegidas, começaram o ano com R$ 236 milhões, contra R$ 252 milhões liberados em 2017.
O Bolsa Verde, programa que paga R$$ 300 a cada três meses a famílias extremamente pobres e que moram em áreas protegidas, como incentivo à conservação, desembolsou R$ 61,7 milhões em 2017, ante os R$ 78 milhões de 2016 e os R$ 106,1 milhões em 2015. Segundo o estudo, a área veio perdendo recursos até desaparecer no Orçamento de 2018, por proposta do Executivo, acatada pelo Congresso.
Recursos hídricos
Essenciais ao sustento da vida e de várias atividades econômicas, os recursos hídricos também enfrentam dias de vacas magras. No ano em que o Brasil sedia pela primeira vez o Fórum Mundial da Água, que reunirá representantes de mais de cem países em Brasília no final do mês, a verba destinada para a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos caiu de R$$ 181,7 milhões autorizados em 2017 para R$$ 136 milhões, em 2018.
Pasta esquecida
Os gastos autorizados do Ministério do Meio Ambiente são inferiores ao de vários outros ministérios, representando pouco mais de 20% do Orçamento do Ministério da Agricultura ou 10% do orçamento concedido ao Ministério de Minas e Energia.
Pouco retorno
O estudo do WWF e da Contas Abertas destaca ainda que as políticas ambientais recebem uma parcela pequena dos tributos arrecadados pela exploração de recursos naturais, como água, florestas, petróleo e demais recursos minerais, que renderam mais de R$ 400 bilhões aos cofres públicos na última década, em grande parte repassados aos Estados e municípios.
A exploração de petróleo e gás é a que mais rende receitas à União entre os recursos naturais (foram R$ 353 bilhões de reais em 10 anos) mas nenhum centavo vai para o Ministério do Meio Ambiente. A maior parcela do dinheiro arrecadado é repartida pela União com Estados e municípios. A água vem na sequência, com receita arrecadada de R$ 28,7 bilhões em dez anos, dos quais cerca de R$ 1 bilhão foi destinado ao MMA.
Desigualdades regionais
O estudo também revela desigualdades nos investimentos regionais em meio ambiente. O Estado e o município de São Paulo lideram o ranking dos que mais gastaram em gestão ambiental tanto em 2016 como nos quatro anos anteriores. No Estado, quase metade (42%) dos gastos do ano passado foi para pagamento de pessoal.
No município, a maior fatia das despesas com conservação ambiental foi destinada à conservação, operação e manutenção de parques. Sozinha, a cidade de São Paulo registrou despesas três vezes maior do que todo o Estado do Pará ou 6,5 vezes o montante gasto pelo Estado do Amazonas.
Fonte: Exame