sábado, 19 de maio de 2018

Modelo no País e no mundo, reserva no AM zera desmatamento

Na contramão do crescimento do desmatamento, a reserva vem registrando nos últimos anos redução das taxas de devastação. Os dados mais atualizados do governo federal são de 2015 e mostram que não foi registrado nenhum novo desmatamento. A redução é atribuída à implantação na área, em 2008, do primeiro projeto brasileiro de Redd, que significa Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa provenientes do Desmatamento. No mesmo ano, a iniciativa, idealizadas pela organização não governamental (ONG) Fundação Amazonas Sustentável (FAS), foi a primeira do País e do Continente Americano a receber um certificado internacional por desmatamento evitado.
No Dia da Amazônia, comemorado hoje (5), o coordenador do programa Soluções Inovadoras da FAS, Victor Salviati, fala sobre a reserva. “A gente desenvolveu vários estudos. A gente viu que se nada fosse feito, de 2008 a 2050, que é o nosso cenário, seriam desmatados quase 66% da área e seria emitido algo em torno de 189 milhões de toneladas de carbono. Esse desenho foi feito com três eixos para tratar os vetores do desmatamento: primeiro um investimento estruturante em geração de renda, programas comunitários e geração de emprego, o segundo, investimento em capacitação e educação formal e o terceiro, desenvolvimento científico e monitoramento”, explica.
Por meio do Redd, empresas nacionais e internacionais apoiam atividades de redução de desmatamento e de emissões na Reserva do Juma, que é um mecanismo financeiro para geração de créditos de carbono. Atualmente, o projeto beneficia 476 famílias, cerca de 2 mil pessoas, divididas em 38 comunidades em áreas remotas. De acordo com Victor Salviati, elas recebem apoio para produção, principalmente, de farinha, açaí, castanha e pesca artesanal e ainda um pagamento pelos serviços ambientais, por meio do Programa Bolsa Floresta.
“Além dos investimentos estruturantes, há os investimentos nas pessoas. A fundação acredita muito que a conservação da floresta está ligada às pessoas, são os guardiões da floresta. A gente dando oportunidade a essas pessoas de sonhar, dando educação de qualidade, infraestrutura produtiva, capacitação, comunicação e transporte, elas conseguem viver melhor. E quem vive melhor faz a melhor gestão desses recursos naturais”, afirma Salviati.
A Reserva do Juma foi criada em 2006 pelo governo do Amazonas e é gerenciada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Ela está situada em uma área de alto risco de desmatamento, no município de Novo Aripuanã, a 227 quilômetros de Manaus.
“Há um empoderamento dos benefícios da biodiversidade da unidade de conservação, tanto que eles estão sempre vigilantes. Sempre que há uma ameaça à integridade daquilo de que tanto zelam, eles acionam o órgão ambiental para fazer a fiscalização. Isso nos deixa muito satisfeitos com os resultados até aqui alcançados”, ressalta o secretário de Meio Ambiente, Antônio Stroski.
Rosângela dos Santos Ribeiro é moradora e representante da comunidade São Félix. Ela tem 47 anos, é casada, tem oito filhos e trabalha na cadeia produtiva da farinha. Dona Rosa, como é conhecida, tem muito orgulho de viver na reserva e de contribuir com a preservação da floresta.
“Aqui na nossa reserva (esse projeto) é muito importante, muito mesmo porque ajudou muitas pessoas financeiramente a cuidar de onde mora. Vieram muitos projetos para os jovens também. Isso daqui é nosso. A gente tem que cuidar. Eu me sinto bem morando na minha comunidade”, destacou a moradora.
A expectativa do projeto de Redd na Reserva do Juma é conter, até 2050, a emissão de aproximadamente 190 milhões de toneladas de gás carbônico e evitar o desmatamento de 366 mil hectares de floresta. Até 2015, cerca de 6 milhões de toneladas de gases de efeito estufa deixaram de ser emitidas na atmosfera por meio da iniciativa.
Fonte: Terra

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Maior gêiser ativo de Yellowstone entra em erupção novamente; e ninguém sabe por quê.

Gêiser Steamboat
Os cientistas não acreditam que o fenômeno conduza a uma devastadora erupção do temido supervulcão, mas não descartam a possibilidade.
gêiser Steamboat, localizado no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, é atualmente o maior do mundo em atividade. Atualmente, os cientistas têm concentrado a atenção neste gêiser, já que no dia 4 deste mês entrou em erupção pela quarta vez desde que o início do ano.
O comportamento incomum desta nascente termal causou espanto entre os visitantes do parque natural, mas também preocupação devido a uma possível erupção catastrófica.
Os especialistas não têm certeza de quais condições geralmente causam um aumento na atividade dos gêiseres, mas, segundo Michael Poland, diretor do Observatório Vulcanológico de Yellowstone (OVY), Steamboat parece ter um sistema de condutas internas menos estável do que outras fontes termais.
“Quando está estável, esperamos que o comportamento seja um pouco mais previsível ou mais regular”, disse a Poland, citado pela Wyoming Public Media. No entanto, embora não descarte tal possibilidade, o especialista indica que a atividade não é, provavelmente, devida a uma erupção latente do temido supervulcão que fica debaixo do parque natural.
“Essas erupções irregulares de gêiseres são, em grande escala, uma consequência das mudanças na superfície e do fluxo de água que ocorrem nas centenas de metros abaixo do solo”, explicou o cientista, indicando que o magma causaria uma erupção vulcânica.
O gêiser Steamboat, capaz de disparar água fervente a uma altura de cerca de 90 metros, entrou em atividade nos dias 15 de março, 19 e 27 de abril e 4 de maio. Segundo o Observatório Vulcanológico de Yellowstone, a última vez que ocorreram mais de três erupções de gêiseres em apenas um ano foi há mais de três décadas.
Fonte: Zap

quinta-feira, 17 de maio de 2018

A luta segue nos quilombos da Amazônia.

Idílio enganador no Quilombo Boa Vista, Pará:
Na margem do Rio Trombetas, um afluente do Amazonas, as mulheres estão sentadas nos pequenos ancoradouros de madeira, ao lado de um monte de roupas e louças, as crianças brincam na água em torno delas. Acima, subindo a margem íngreme, estão suas coloridas cabanas sobre palafitas, rodeadas de mangueiras e bananeiras, formando o Quilombo Boa Vista.
Quilombos eram as aldeias onde se refugiavam os escravos em fuga, e onde hoje vivem seus descendentes. Durante a época colonial e mais além, africanos foram escravizados e traficados para o Brasil aos milhões. Apenas 130 anos atrás a escravatura foi abolida no país. No entanto isso não resultou em melhores condições de vida para os libertados.
“No Brasil, simplesmente não há sentimento de culpa por se ter escravizado certos grupos por tanto tempo. Os políticos não consideram tarefa deles integrar essas pessoas, eles simplesmente as deixam excluídas e vulneráveis a tomadas de terra, latifundiários e empresas mineradoras. É uma catástrofe”, diz Raquel Araújo Amaral, diretora do Setor Quilombola do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Santarém, Pará.
Raquel Araújo Amaral, do Incra: “No Brasil não há sentimento de culpa pela escravidão”
Desde 1988 a Constituição brasileira concede aos quilombos o direito às escrituras de suas terras, como uma forma de reparação. No entanto até hoje apenas 220 dos 3 mil quilombos do país possuem esse documento. O problema é que cada caso deve ser verificado individualmente, até a concessão são 20 passos administrativos.
Ao todo, isso pode exigir mais de dez anos, e no momento todo o processo de concessão está paralisado. “O governo cortou as nossas verbas. O motivo oficial é a crise econômica, mas a coisa simplesmente não tem importância suficiente para a política”, explica Raquel Amaral, cujo órgão para que trabalha é responsável pelo processo. Para os quilombolas, a terra onde vivem é mais do que solo: eles se definem a partir dela, ela é sua pátria.
Silhueta do guindaste paira sobre Quilombo Boa Vista, barulho e luzes perturbam dia a dia moradores
Uma nova escravidão
O Quilombo Boa Vista, situado na selva amazônica, foi o primeiro do país a receber seu título de propriedade, em 1995. Seus habitantes estão em condições bem melhores do que muitas comunidades. No entanto, seguem enfrentando problemas.
A apenas dois quilômetros da aldeia erguem-se desde a década de 70 os prédios vermelhos da Mineração Rio Norte, extratora de bauxita. Quando lavam roupa na beira do rio, as mulheres veem o guindaste de transporte, as sirenes as impedem de dormir, os grandes navios de contêineres assustam os animais.
“Nossa comunidade sofre desde que a empresa chegou aqui. Lá onde eles estão extraindo bauxita eram os nossos campos”, conta a moradora Claudinete Cole de Souza, de 37 anos. “Hoje, nós somos totalmente dependentes da firma. Trabalhamos lá por um salário baixo e em más condições, nós nos sentimos como escravos. Mas aqui não tem outro trabalho, e nós precisamos ganhar dinheiro, porque não há mais campos nem peixes.”
Quilombola Claudinete Cole de Souza: “Vamos ficar aqui e vamos apoiar os outros”
Há muito, denunciam os moradores, a mina poluiu a água e o ar, embora não haja estudos oficiais sobre a qualidade da água. Este seria um caso para as diversas organizações ambientais ativas na região. “Enquanto a companhia mineradora fizer tudo de acordo com a legislação vigente, não podemos fazer nada”, explica Marcelo Borges, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
“Estamos vivendo agora um momento em que as leis ambientais são enfraquecidas, atacadas mesmo, pelo governo, a favor das mineradoras e do agronegócio, para que os empresários tenham mais liberdades”, acusa a quilombola Claudinete de Souza, apoiando a cabeça nas mãos. “Estamos totalmente sós, aqui. Como a terra nos pertence, nós temos que lutar sozinhos. Mas a gente não tem advogados.”
Nas mãos dos poderosos
Há anos, o Quilombo Boa Vista luta para receber indenizações condizentes. “O governo dá o título de propriedade e isso é tudo”, diz Rogério de Oliveira Pereira, da Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Município de Oriximiná (ARQMO), da qual Souza é presidente.
“Assim que a escritura é entregue, as pessoas estão por conta da própria sorte. Aí vêm empresas, madeireiros e latifundiários e reivindicam as terras e recursos.” Ninguém contara com isso, admite Rogério Pereira. “Nós pensávamos que o título de propriedade também fosse nos proporcionar educação, saúde e uma presença na política. Infelizmente não é nada disso.”
Ele é pessimista em relação ao futuro: “Nós sofremos muito com a situação da política no Brasil. O patrocínio estatal vai sendo cortado, muita coisa que nós conseguimos em décadas de lutas. Os títulos de propriedade vão muito longe. Quem vai nos ajudar, agora que Lula está na prisão?”
Porém Claudinete Cole de Souza se mostra combativa: “Nossa terra está contaminada e água, poluída. Mas nós vamos ficar. E vamos apoiar os outros quilombos na luta deles pela terra.” Ela está sentada à precária mesa de cozinha, ao seu lado a filha faz o dever de casa à luz de velas. Pela janela, além das copas das árvores, ela olha o céu fortemente iluminado pelos holofotes da mina de bauxita.
Fonte: Deutsche Wellle

quarta-feira, 16 de maio de 2018

ONG aponta que 40% do planalto pantaneiro está ameaçado.

(André Dib/WWF-Brasil)
Conversão de áreas do cerrado em pastagens agrícolas, criação de barragens para geração de energia e uso ineficiente das pastagens e áreas agrícolas são apontadas pela ong WWF como alguns dos responsáveis pela degradação do planalto pantaneiro. O IRE (Estudo Índice de Risco Ecológico), elaborado pela ong, afirma que 40% do planalto da bacia do Alto Paraguai está em alto risco.
“Entre as ameaças estão o intenso processo de conversão de áreas de vegetação do Cerrado por pastagens e cultivos agrícolas, a criação de barragens para geração de energia, uso ineficiente e degradação de áreas agrícolas e pastagens, impactos causados por áreas urbanas e falta de saneamento básico (menos de 15% do esgoto, em média, recebe tratamento e há um índice médio de perda de água nos sistemas de distribuição de 26%)”, afirma a ong.
O estudo afirma que a expansão econômica da agropecuária é realizada sem o devido planejamento ambiental, o que trouxe impactos. Além da perda da biodiversidade, houve o aumento da perda de solos, o que causou alterações no regime hídrico do Pantanal na dinâmica de inundação.
“Estamos enfrentando um cenário alarmante. Menos de 1% do planalto pantaneiro é protegido por Unidades de Conservação (UC’s) e 55% da área já foi desmatada. A conversão de vegetação do Cerrado na maioria das vezes não ocorreu segundo critérios de segurança ambiental, como a manutenção de vegetação ripária e reservas legais. Somente no estado de Mato Grosso, o déficit estimado de reserva legal é de 392 mil hectares”, destacou o coordenador do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil, Júlio César Sampaio.
A região do planalto pantaneiro é importante, aponta a ong, porque onde estão concentradas se concentram as “torres de água”, ou seja, fontes de água que fazem do Pantanal uma área úmida. Dessa forma, só é possível conservar a planície alagável do Pantanal se essas “fontes” forem preservadas.
As hidrelétricas também são chamadas de lação “grave ameaça” pela ong. São, de acordo com a WWF, 110 intervenções, entre PCH’s (Pequenas Centrais Hidroelétricas) e Centrais Geradoras. Quarenta desses empreendimentos já foram instalados, barrando aproximadamente 20 cursos d’água.
O IRE, explica a ong, agrega a análise de riscos ao planejamento territorial, com foco na conservação dos recursos hídricos. Essa abordagem permite compreender a extensão e a intensidade das atividades humanas na paisagem e expressar os riscos de degradação hídrica e ambiental associados a essas atividades.
Fonte: Campo Grande News

terça-feira, 15 de maio de 2018

Países atuam em defesa das aves migratórias

“A unificação de duas datas, o Dia Internacional e o Dia Mundial das Aves Migratórias é uma ótima novidade neste ano, pois mobiliza um maior número de pessoas em torno do tema e amplia as atividades realizadas pelo mundo capazes de promover a importância das aves migratórias, sensibilizar sobre as ameaças e a necessidade de conservação. No Brasil, essas datas também coincidem com as migrações de algumas espécies”, diz a analista ambiental Krishna Barros Bonavides, do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
As aves migratórias têm morfologia e fisiologia perfeitas para voos rápidos e longas distâncias. Elas percorrem centenas e até milhares de quilômetros em busca das melhores condições ecológicas e habitats para alimentação, reprodução e criação de filhotes.
Na viagem, atravessam fronteiras, diferentes políticas ambientais, legislação e medidas de conservação. Unem países, continentes e hemisférios. Para garantir sua sobrevivência, ameaçada por atividades humanas que implicam, principalmente, na perda de habitats, a cooperação internacional e acordos ambientais multilaterais são importantes para estabelecer medidas comuns em defesa das espécies, muitas delas em risco de extinção.
No Brasil, o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão vinculado à pasta, realizam esforços para fazer do país um ponto de passagem seguro para as aves. Estão no Brasil algumas das principais rotas migratórias de espécies que cruzam os continentes nesse período do ano e no final do segundo semestre em busca de abrigo e alimento. Algumas são endêmicas e outras visitantes.
O ministério coordena a Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS) no Brasil e conta com o ICMBio na implementação dos Planos de Ação Nacionais para a Conservação da Biodiversidade, que inclui o Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação das Aves Limícolas Migratórias. O país também participa dos Conselhos da Rede Hemisférica de Reservas das Aves Limícolas Migratórias (WHSRN em inglês) e da Iniciativa Pró-Aves Limícolas Migratórias na Rota Atlântica.
LAGOA DO PEIXE
Com cerca de 20% de seu território composto por áreas úmidas, o Brasil possui registro de mais de 40 diferentes espécies, diversos sítios de invernada (onde fogem do frio rigoroso) de aves que se reproduzem no Ártico (neárticas) e ao sul do país (Patagônia) e três rotas reconhecidas: a do Brasil Central, da Amazônia e a Atlântica.
“Essas aves passam a maior parte do ano nos sítios de invernada, fugindo do frio rigoroso. Aqui realizam mudas de penas, descansam e repõem a energia requerida para as longas migrações”, explica a coordenadora do PAN, Danielle Paludo.
De acordo com pesquisas realizadas no âmbito do Plano, o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, no Rio Grande do Sul, é um dos principais sítios de invernada de aves limícolas migratórias no Brasil e algumas espécies também se reproduzem na região. A unidade de conservação é titulada pela Convenção de Ramsar como Zona Úmida de Importância Internacional ou Sítio Ramsar.
“As áreas úmidas brasileiras, entre praias, manguezais, banhados, rios, lagoas e suas margens e florestas inundáveis são ambientes riquíssimos e de grande importância para a biodiversidade e para as populações humanas. São também preferidas pelas aves migratórias como pontos de parada e invernada ao longo das rotas”, completa Paludo.
FESTIVAL
A Lagoa do Peixe já começa a organizar a XIV edição do Festival Brasileiro das Aves Migratórias, previsto para acontecer em no final do segundo semestre. No período, a área recebe as aves migratórias que chegam do Canadá, Estados Unidos, Chile e Argentina em grandes bandos, em busca de abrigo e alimentação. O espetáculo proporcionou o registro de mais de 270 espécies de aves, como os maçaricos, talhamares, cisnes-de-pescoço-preto, cisnes-branco e flamingos.
“O Parque reúne não apenas esse grupo de aves, mas outras espécies costeiras e marinhas migratórias e residentes, sendo um verdadeiro oásis para as aves. Grupos muito grandes e de espécies ameaçadas dependem da área do Parque para o seu ciclo de vida. É importante considerar sua a importância ou abrangência”, diz Danielle.
A Lagoa do Peixe também é o lugar escolhido para receber os recursos alocados por uma campanha mundialcriada pela organização BirdLife International com o objetivo de auxiliar a Iniciativa Pró-aves Limícolas Migratórias na Rota Atlântica. A Save Brasil é parceira da iniciativa, junto ao Parque, ao Cemave/ICMBio e universidades locais.
CÚPULA
O trabalho desenvolvido no Parque foi apresentado aos participantes da Cúpula Global para as Rotas de Aves Migratórias, que aconteceu na última semana de abril, em Abu Dhabi, Emirados Árabes. O evento reuniu representantes de 100 organizações de 70 países e discutiu como as aves migratórias podem ser mais bem protegidas em todos os pontos de suas rotas. A cúpula culminou com a publicação de Declaração de intenções no enfrentamento às ameaças das aves.
AVISTAMENTO
Nas celebrações pelo Dia Mundial das Aves Migratórias, o avistamento de aves torna-se um atrativo para pesquisadores e público em geral. Um dos eventos em que a observação das aves é um dos pontos altos da programação, é o Avistar Brasil, que promove o registro, conservação, e conhecimento da avifauna brasileira. Este ano, de 18 a 20 de maio, no Instituto Butantan, em São Paulo (SP), o encontro anual de observadores de aves oferece oficinas, feira, congresso, atividades culturais e educacionais.
Fonte: MMA

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Corais da Amazônia se estendem até Guiana Francesa.

Os corais da Amazônia na Guiana Francesa: eles cobrem uma área de cerca de 56 mil quilômetros quadrados
Fragmentos do recém-descoberto recife de corais no Atlântico próximo à região da foz do rio Amazonas foram encontrados não apenas no Brasil, mas também em águas da Guiana Francesa.
As estruturas foram localizadas por pesquisadores a bordo do navio Esperanza, cedido pelo Greenpeace para a missão científica, anunciaram os participantes da expedição nesta sexta-feira (11/05).
Corais na Amazônia: entenda a pesquisa
“Registramos imagens de alguns corais e espécies de peixes. Futuras análises nos dirão mais sobre a presença da pluma do rio Amazonas, sedimentos e microorganismos na região”, comenta Gizele Duarte Garcia,  pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Os corais foram localizados entre 95 e 120 metros de profundidade em duas áreas diferentes, a cerca de 150 quilômetros da cidade de Caiena, na Guiana Francesa. Anunciado em 2016 num artigo publicado por pesquisadores brasileiros numa revista científica, o recife só havia sido localizado até então em águas brasileiras.
Em 2013, blocos para exploração de petróleo foram leiloados na região conhecida como Bacia da Foz do Amazonas pela ANP, Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.  A empresa francesa Total, que adquiriu blocos à época, é a mais adiantada no processo de licenciamento junto ao Ibama.
“A revelação torna ainda mais importante proteger essas áreas da exploração do petróleo. Com as fortes correntes que existem no mar da região, um derramamento de óleo nas plataformas da Total situadas no Brasil poderia também atingir e danificar o recife na porção da Guiana Francesa”, afirma Helena Spiritus, bióloga do Greenpeace.
No fim de abril, o Ministério Público do Amapá recomendou ao Ibama a não autorização da exploração de petróleo na região. Além da Total, a inglesa BP também busca o licenciamento.
Segundo o Ibama, a decisão sobre o licenciamento ainda não tem prazo para sair.
Corredor submarino
Para os cientistas, os corais da Amazônia podem funcionar como um corredor de conectividade entre duas grandes regiões: Caribe e Brasil.
“Aqui no recife do Amazonas, a gente encontra um pouco do que a gente encontra no Brasil e um pouco do que ocorre no Caribe. Então a gente tem aqui uma sobreposição de organismos que ocorrem nas duas regiões”, disse Ronaldo Francine-Filho, pesquisador da UFPB (Universidade Federal da Paraíba) que participou da primeira parte da expedição.
Até então, acreditava-se que o rio Amazonas, pelo gigantesco volume de água doce que despeja no mar, funcionasse como uma barreira geográfica. O recife pode significar um elo.
“A descoberta dos fragmentos na Guiana Francesa reforça a tese do estudo que mostra evidências de que os Corais da Amazônia fazem parte de um grande bioma entre o Atlântico Caribe”, complementa a bióloga do Greenpeace.
Estima-se que o recife cubra uma área de 56 mil quilômetros quadrados, maior que o estado do Rio de Janeiro.
Fonte: Deutsche Welle

domingo, 13 de maio de 2018

Ministério do Meio Ambiente toma medidas na tentativa de evitar que formigas-de-fogo se estabeleçam no Japão.

TÓQUIO – O Ministério do Meio Ambiente começou a tomar contramedidas contra formigas-de-fogo vermelhas (formiga-lava-pé), em 68 portos em todo o país, após a primeira descoberta das formigas no Japão em maio de 2017.
O Ministério do Meio Ambiente acredita que agora é um momento crucial para evitar que formigas de fogo se estabeleçam no Japão e reproduzam depois que elas apareceram no ano passado.
O ministério investigará a disseminação das formigas antes do verão quente e úmido, um ambiente ideal para as formigas. Oficiais do ministério também deram palestras para os governos locais em uma tentativa de ajudá-los a evitar uma invasão das formigas.
Acredita-se que mais da metade das formigas encontradas no Japão no ano passado tenham entrado no país em containers importados do sul da China. O Ministério do Meio Ambiente pediu às autoridades chinesas que instalassem armadilhas de formigas venenosas dentro dos contêineres antes que os navios deixassem seus portos. No entanto, as autoridades chinesas aparentemente não responderam.
Um funcionário do Ministério do Meio Ambiente comentou: “Continuaremos a monitorar as formigas-de-fogo em cooperação com organizações japonesas”.
As formigas invasoras foram encontradas pela primeira vez dentro de um container entregue no porto de Nansha, na China, para Amagasaki, em maio de 2017. Após a descoberta, uma sonda confirmou mais de 6.500 formigas em 12 províncias, incluindo formigas nas instalações de containers. Autoridades locais consequentemente exterminaram as formigas.
De acordo com o ministério, as formigas aparentemente não se instalaram no Japão, embora tenham sido encontradas colônias de formigas parcialmente formadas.
Formigas-de-fogo vermelhas são uma espécie exótica e podem causar reações alérgicas severas.
O professor da Universidade de Tóquio, Mamoru Terayama, disse que houve um caso bem-sucedido de erradicação de formigas na Nova Zelândia nos anos 2000, nos estágios iniciais após a invasão. Por outro lado, os Estados Unidos, que não conseguiram erradicar as formigas, sofreram perdas financeiras anuais entre cerca de 600 e 700 bilhões de ienes devido ao extermínio e despesas médicas.
Fonte: ICP Digital